PÉLAGO VERMELHO Red Pelago

performance | 2017

A performance que também leva o nome de Pélago Vermelho, protagoniza a série do artista cujo elementos do oceano foram ressignificados para ilustrar as questões exploradas por ele, que giram em torno dos conflitos internos que cercam a psique humana. 

Realizada em maio de 2017 no estúdio da artista Débora Lima, em São Paulo, a performance tem duração média de 30 à 40 minutos, e nos mostra dois pontos de fragilidades especiais do ser humano (as relações interpessoais e as crises existenciais), representadas por dois aquários cheios de sangue, em um chão coberto por água, onde o artista caracterizado como uma sereia de traços exóticos e aparência andrógina, permeia sob o espaço, jorrando o sangue que se espalha no piso molhado

Tais vulnerabilidades dentro de um aquário, mostram a sensibilidade que cada um desses polos possuem, e a sereia por sua vez é tida como o agente causador de tal desordem, por ser um ser mitológico rico em simbologias de autodestruições e perigos da sedução. 

A ação que também se desdobra em linguagens audiovisuais, mescla a performance artística com elementos teatrais uma vez que o artista se encontra nitidamente usando um figurino pensado exclusivamente para esta obra. A estética do trabalho, apesar de parecer teatral, não tem como intenção interpretar uma sereia, mas sim utilizar de sua simbologia para personificar um estado emocional e outras questões humanas.

[Colaboradores: Débora Lima, Decio Arthur, Thiago Alves, Ronnie A. Oliveira e Julio Monteiro]

The performance that also have the name of Red Pelago, stars in the series of the artist whose elements of the ocean have been redefined to illustrate the issues explored by him, which revolve around the internal conflicts that surround the human psyche.

Held in May 2017 at the studio of the artist Débora Lima, in São Paulo, the performance lasts from 30 to 40 minutes, and shows us two points of special human fragilities (interpersonal relations and existential crises), represented by two fishbowls full of blood, on a water-covered floor where the artist characterized as a mermaid of exotic features and androgynous appearance, permeates under the space, gushing the blood that spreads on the wet floor

Such vulnerabilities within an aquarium show the sensitivity of each of these poles, and the mermaid in turn is regarded as the causative agent of such disorder, being a mythological being rich in symbologies of self-destructions and dangers of seduction.

The action that also unfolds in audiovisual languages, mixes the artistic performance with theatrical elements since the artist is clearly wearing a costume designed exclusively for this work. The aesthetics of the work, despite appearing theatrical, does not intend to interpret a mermaid, but rather use of its symbology to personify an emotional state and other human issues.

© 2020 by Thiago Sguoti