Corpos vazios Empty Bodies

fotografia | 2017

Corpos Vazios se trata da beleza legitimada que as conchas possuem, quando na verdade, este belo ofusca uma realidade trágica de um corpo que carrega um vácuo de uma vida que já dependeu dele para existir. 

A concha é um órgão que faz ou já fez parte do organismo de um molusco, como uma casca rígida que possui a função de protege-lo. Esta série fotográfica retrata conchas que foram confeccionadas como objetos artísticos, pintadas a mão e fotografadas na areia da praia, a fim de dar uma ressignificação para estes elementos.  

O vermelho, assim como em outros trabalhos do artista, tem um forte valor simbólico que nos remete ao sangue, ao amor, a paixão e a dor. Esta cor que gera estranheza por não ser de fato a coloração original das conchas, personifica uma pessoa machucada por sua perda e a romantização deste estado depressivo que é análoga à beleza que as conchas possuem, quando na verdade não se passam de cadáveres e restos mortais de um ser vivo que dependia delas para viver. 

Assim como na personalidade Borderline, onde a dependência que o indivíduo cria com outra pessoa se torna tão crucial a ponto de qualquer desvínculo ser a causa de uma vulnerabilidade extrema. Como o molusco que se fragiliza com a perda de sua concha.

Empty Bodies is about the legitimated beauty that shells possess, when in fact, this beautiful obfuscates a tragic reality of a body that carries a vacuum of a life that has already depended on it to exist.

The shell is an organ that makes or has already been part of the body of a mollusk, like a rigid hull that has the function of protecting it. This photographic series portrays shells that were made as artistic objects, hand painted and photographed in the sand of the beach, in order to give a re-signification for these elements.

Red, as in other works of the artist, has a strong symbolic value that refers to blood, love, passion and pain. This color that creates strangeness because it is not in fact the original coloration of the shells, personifies a person injured by its loss and the romantization of this depressive state that is analogous to the beauty that the shells have, when in fact they are no more than corpses and mortal remains Of a living being who depended on them to live.

Just as in the Borderline personality, where the dependency that the individual creates with another person becomes so crucial that any linkage is the cause of extreme vulnerability. Like the mollusk that becomes fragile with the loss of its shell.

© 2020 by Thiago Sguoti